Quando você vai ver um campeonato Espanhol, por exemplo, você sabe que quem vai ganhar é o Real Madrid ou o Barcelona. Num campeonato Inglês, tá entre o Manchester United, Chelsea e Arsenal, com o Liverpool correndo por fora. No Italiano, está entre Inter, Milan e Juventus. No máximo dos máximos, você diz que o título está entre 4 times antes mesmo do torneio começar.
No Campeonato Brasileiro, em reta final, três times estão na briga pelo título. Poucos críticos do futebol apostariam nestes times. Quem imaginaria o Atlético Mineiro, que não ganha um título nacional desde 1971, na luta pela taça? Ou o Grêmio, finalmente dando a volta por cima em torneios nacionais? Será uma disputa acirrada até o fim do campeonato.
Mas não é só em cima da tabela que há emoções. Na parte de baixo, há ameaças de times de maior expressão caírem. O Palmeiras corre sério risco de cair. O Santos, pois é, o badaladíssimo santos outrora de Neymar e Ganso, hoje só de Neymar, que todo mundo colocava como favorito ao título, está na parte de baixo da tabela. No Brasil, time grande cai. Quer exemplos? Aí estão:
- O auto-proclamado maior campeão nacional da história? Já caiu.
- O primeiro vencedor do Campeonato Brasileiro? Já caiu.
- O atual líder do Brasileiro? Já caiu. Pra série C até.
- O atual campeão Brasileiro e da Taça Libertadores? Já caiu.
O único exemplo de time grande cair na Europa que eu vi foi naquele episódio da Juventus em 2005. E foi por causa de problemas extra-campo. Na bola, duvido um Barcelona, um Man United ou um Inter cair.
Acompanhar o Brasileirão é isso: ver um campeonato imprevisível, onde os favoritos podem se dar mal e os ditos "sem pretensão" despontarem. Na Europa, só o Francês é assim.Aqui temos uma igualdade de condições entre os times, mesmo tendo times mais ricos que os outros. Aqui todos os jogos são, realmente, de igual pra igual. Aqui o lanterna pode ganhar do líder, né?
Perdoem-me, europeus, mas eu gosto de ser surpreendido. E nisso, o futebol brasileiro é mestre.
