Pessoal, perdoem-me o grande hiato nos posts, comecei a estudar mais e também... não tinha muito o que comentar sobre o que aconteceu nos últimos meses, apenas as contratações... que discutirei sobre elas em um post, que espero que não demore muito.
Depois de ver umas notícias sobre a provável negociação do zagueiro Dedé com o Corinthians, vi vários comentários de vascaínos dizendo que o MITO deixaria de ser MITO, que ele perderia o respeito pelo time... coisas do tipo. E foi aí que eu percebi como respeito é algo difícil de se conquistar no futebol: são poucos que conseguem esta espécie de unanimidade. E aqui, falarei de 2 jogadores que conseguiram esta proeza.
Não é surpresa para ninguém que esses 2 da imagem são grandes ícones do futebol nacional, e que conseguiram ser respeitados por todas as torcidas. Começando pelo goleiro Marcos: deu a vida jogando no Palmeiras, é o maior ídolo do clube, chegando a recusar propostas da Europa para jogar a Série B do brasileiro pelo Palmeiras. Mesmo jogando sempre por um só clube, seu grande triunfo foi o pentacampeonato mundial pela Seleção Brasileira em 2002.
Por que é ídolo nacional? Porque sempre foi bem receptivo com os torcedores, não só do seu time mas também de outros times, zoava rivais mas também aceitava zoação, levava as coisas na brincadeira, sempre foi comprometido com o trabalho, e o principal: MITOU NA SELEÇÃO BRASILEIRA.
Já Juninho Pernambucano começou no Sport, de lá foi ao Vasco, onde conquistou seu maior título: a Libertadores de 1998. Com prestígio, foi ao Lyon (FRA), no qual é o MAIOR ÍDOLO DA HISTÓRIA do clube. Sob seu comando e com muita precisão nas faltas, sendo titulado pelo físico Ken Bray como o maior batedor de faltas da história, o Lyon conseguiu sete títulos franceses consecutivos. Ganhou um grito próprio dos Bad Gones, a maior torcida organizada do Lyon. Com todos os objetivos cumpridos na França, fez o pé-de-meia no Qatar. Regressou ao Vasco em plena forma física e, mesmo com problemas extra-campo com o presidente Roberto Dinamite, manteve-se em forma, jogou o que pôde, mas não conseguiu levantar um caneco na sua segunda passagem pelo clube cruzmaltino. Cansado das promessas de Dinamite, Juninho foi jogar nos Estados Unidos pelo New York RB a partir deste mês, onde provavelmente encerrará a carreira.
Por que é ídolo nacional? Pelo caráter e pela dedicação ao futebol. Nunca se meteu em confusão e, mesmo com idade avançada, se preocupou com o físico e com o futebol, até chegou a dizer em entrevista que só jogaria enquanto pudesse jogar em alto nível.
Fica a dica para Neymar, Lucas, Paulinho, Fred e cia. Não vale criar polêmicas por causa do clube que joga [por isso Rogério Ceni é tão odiado em torcidas rivais]. Apenas jogue. Jogue bem. Não desmereça os rivais. Você, que sonha em ser jogador, quer andar seguro pela rua? Seja como um desses.
